O imortal maranhense e a flecha do tempo

A Academia Maranhense de Ciências (AMC) celebra um momento que projeta o nome do Maranhão no debate científico internacional. O imortal, titular da cadeira 22, Allan Kardec Duailibe Barros Filho, publicou em 3 de dezembro de 2025 o artigo “Entropy as a Geometric Consequence of Higher Dimensions” na revista internacional Technologies, da editora suíça MDPI. O texto completo está disponível em:
https://www.mdpi.com/2227-7080/13/12/563⁠�
Engenheiro eletricista formado pela Universidade Federal do Maranhão, PhD em Information Engineering pela Universidade de Nagoya e professor titular da UFMA, o pesquisador dedica-se a uma das questões mais profundas da física: por que a entropia aumenta e por que o tempo parece possuir uma direção preferencial.
Desde os trabalhos de Ludwig Boltzmann, a explicação predominante associa a flecha do tempo ao comportamento estatístico de sistemas compostos por muitas partículas. A irreversibilidade seria consequência da tendência natural dos sistemas evoluírem para estados mais prováveis, caracterizados por maior entropia.
O artigo do imortal maranhense propõe uma interpretação alternativa e conceitualmente sofisticada. O modelo sugere que a entropia possa emergir da própria geometria do espaço-tempo, caso o universo possua uma dimensão espacial adicional não diretamente perceptível.
Vivemos em um universo descrito por quatro dimensões observáveis, três espaciais e uma temporal. A hipótese apresentada considera a existência de uma quinta dimensão espacial compacta, de topologia circular. A dinâmica completa ocorreria nesse espaço-tempo de cinco dimensões, enquanto aquilo que observamos seria apenas a projeção dessa estrutura mais ampla no espaço-tempo quadridimensional.
Nessa formulação teórica, trajetórias determinísticas e reversíveis em cinco dimensões podem se manifestar, quando projetadas em quatro dimensões, como múltiplas configurações possíveis. Essa multiplicidade gera uma distribuição de probabilidades. A entropia passa então a ser interpretada como medida dessa multiplicidade geométrica, oferecendo uma nova perspectiva sobre a origem da irreversibilidade.
Mais do que uma contribuição técnica, a publicação simboliza a maturidade da ciência produzida no Maranhão. Demonstra que o pensamento científico de alto nível não depende de latitude, mas de formação rigorosa, ambiente institucional consistente e compromisso permanente com a investigação.
A Academia Maranhense de Ciências manifesta público reconhecimento ao seu confrade Dr. Allan Kardec Barros Filho pela elevada contribuição ao pensamento científico contemporâneo e pela projeção internacional do nome do Maranhão no cenário acadêmico. Sua produção intelectual, marcada pelo rigor teórico e pela ousadia conceitual, engrandece a Cadeira 22 e reafirma a missão institucional da AMC de cultivar, preservar e difundir o conhecimento de excelência. Ao dialogar com questões fundamentais da física, o confrade não apenas honra esta Casa de Ciência, mas também fortalece a tradição científica maranhense, demonstrando que a investigação de alto nível transcende fronteiras geográficas e se sustenta na dedicação, na consistência acadêmica e no compromisso com a verdade científica
Prof. Dr. Alan Kardec Duailibi Barros Filho, membro fundador da Academia Maranhense e Ciências, ocupa a cadeira nº 22
Prof. Dr. Alan Kardec Duailibi Barros Filho, membro fundador da Academia Maranhense e Ciências, ocupa a cadeira nº 22 (imagem gerada por IA)

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